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22/01/2024

Abril depois de Abril - Comemoração dos 50 anos de Abril: Quem sentiu Abril?

 


A tia-avó de uma aluna do 4.º C, Maria Amândia, aceitou o convite da biblioteca e da turma para falar acerca das vivências do antes, durante e após o 25 de Abril, sob a temática:


Quem sentiu Abril?

Em conversa com os alunos do 4.º C, contou que no dia que se deu a revolução tinha 20 anos e já trabalhava como professora e que as pessoas viviam descontentes porque estávamos em guerra há 13 anos, nas colónias, e que os jovens tinham de ir combater, o que levou à revolta das tropas.

O povo, esse vivia mal, mas como não tinham escolaridade e só conheciam o meio em que viviam, calavam-se e cumpriam o que os políticos diziam, sem questionar.

Referiu que na altura, as casas não tinham iluminação, não havia saneamento nem estradas, nos meios rurais.

Os alunos, ao longo desta conversa, foram sempre interventivos com questões pertinentes.

No final, todos agradeceram à senhora, compreendendo o que os nossos antepassados viveram para que hoje possamos viver num pais livre e em democracia.

16/01/2024

Abril depois de Abril - Comemoração dos 50 anos de Abril: Quem sentiu Abril?

Joaquim Tomaz acedeu ao convite da biblioteca e do 3.º E para falar sobre as vivências do antes, durante e após o 25 de Abril, sob a temática:


Quem sentiu Abril?

Em conversa com os alunos, disse-lhes que o que hoje estava a acontecer na biblioteca,  não era possível antes do 25 de abril porque não havia bibliotecas escolares. Na altura requisitava livros numa carrinha itinerante, que passava de 15 em 15 dias. Isto nas regiões maiores e mais evoluídas porque as outras nem sequer tinham estradas.

Referiu que o que mais o afetou, na sua infância, foi a educação, porque a escola era muito triste e havia muito silêncio. Nem todos iam à escola porque não era obrigatória nem gratuita, só os que tinham poder económico é que a frequentavam.

Após o 25 de abril, foi na escola onde se notaram mais mudanças. Passou a ser para todos. Tornou-se mais alegre e participativa. Agora, pode-se ler e escrever o que se quer, ouvir músicas diversas, sem censura.

No final desta conversa, alguns alunos do 4.º E fizeram uma surpresa à turma do 3.º E, ao dramatizarem um diálogo entre dois cravos, acerca das diferenças entre a democracia e a ditadura.

Abril depois de Abril - Comemoração dos 50 anos de Abril: Quem sentiu Abril?

 


Joaquim Tomaz e Carlos Santos, avô e tio-avô, respetivamente, de uma aluna do 3º C, aceitaram o convite da biblioteca e da turma para falar acerca das vivências do antes, durante e após o 25 de Abril, sob a temática:


Quem sentiu Abril?

Em conversa com os alunos do 3.º C e 4.º E, relataram os factos que levaram à revolução do 25 de abril, desde a ditadura à guerra nas colónias, a repressão aos direitos humanos, etc. e explicitaram como se passou no  25 de abril.

Carlos contou que fazia parte de um grupo de teatro e, como estudante, não se podia reunir porque o sr. Reitor não o permitia e tinha sempre alguém que lhes vigiava os movimentos.

Nessa altura, as crianças eram castigadas de forma rigorosa e, como era permitido pela política da altura, os pais permitiam esses castigos.

Antes do 25 de abril só iam para a escola aqueles cujas famílias eram as mais ricas, pois o ensino não era gratuito. As crianças com deficiência não podiam ir à escola. Não havia transportes, nem aquecimento e chovia em algumas escolas.

Na saúde passava-se o mesmo, uma vez que não havia hospitais nem médicos. Estes estavam só nas grandes cidades.

Contaram que a partir do 25 de abril começou a haver manifestações. Eram livres para ouvir as canções que antes eram proibidas. Havia slogans por toda a parte alusivos à liberdade e aos direitos humanos.

No final, todos agradeceram, pois saíram mais ricos e sensibilizados acerca do que os nossos antepassados passaram para nos deixarem um futuro mais risonho.

 

 

12/12/2023

Abril depois de Abril - Comemoração dos 50 anos de Abril: Quem sentiu abril?

 



Clarisse Silva e Rui Louro, avós de uma aluna do 4º D, vieram à biblioteca escolar, da EB Stª Cruz Trindade, para falar sobre as suas vivências do antes, durante e após o 25 de Abril, sob a temática "


Quem sentiu Abril?

Os alunos estiveram atentos e dialogaram sobre o que mais os chocou acerca dos factos que antecederam o 25 de abril e as mudanças que sucederam após esta data.
Hugo Silva, pai da aluna, abordou também as conquistas alcançadas pós- revolução.