14/05/2013
06/05/2013
03/05/2013
Alunos da EBSCT premiados a nível nacional

Foram publicados os resultados do Concurso Uma aventura …Literária 2013 pela Editorial Caminho e, no nosso Agrupamento, foram distinguidos dois alunos, em duas modalidades do concursos.
Modalidade Desenho
/ 1.º e 2.º Anos -2.º
Prémio ex-aequo (Trabalhos Individuais)
Rafael Filipe
Martins Teixeira – 2ºano -Escola Básica de Santa Cruz Trindade
Prof.ª
Elisa Maria P. B. Montalvão
Modalidade Crítica
/ 3.º e 4.º Anos - 2.º
Prémio ex-aequo – (Trabalhos Individuais)
Luís Filipe Batista
Lemos – 4ºano -Escola Básica de Santa Cruz Trindade
Prof.ª Maria Olimpia T. Alves
Prof.ª Maria Olimpia T. Alves
Parabéns aos vencedores pelo esforço e empenho demonstrados e a todos os alunos e professores titulares de turma que participaram. Fredrick Douglas disse Se não existe esforço, não existe progresso.
A cerimónia da entrega de prémios decorrerá no dia 28 de maio, às 14 horas, na Feira do Livro em Lisboa, onde poderão estar presentes também
professores e familiares.
Os trabalhos premiados serão publicados, com os nomes e as
fotografias dos autores, bem como o nome das escolas que frequentam, num livro
da coleção Uma Aventura. Além deste prémio, receberão
um cheque-livro e diplomas de participação.
Outros
resultados poderão ser consultados em : http://www.uma-aventura.pt/index.php?s=concursos
02/05/2013
Poema de maio "Precisava de dar qualquer coisa a uma qualquer pessoa", António Gedeão
Precisava de dar qualquer coisa a uma
qualquer pessoa.
Uma qualquer pessoa que a recebesse
num jeito de tão sonâmbulo gosto
como se um grão de luz lhe percorresse
com um dedo tímido o oval do rosto.
Uma qualquer pessoa de quem me aproximasse
e em silêncio dissesse: é para si.
E uma qualquer pessoa, como um luar,
nascesse,
e sem sorrir, sorrisse,
e sem tremer, tremesse,
tudo num jeito de tão sonâmbulo gosto
como se um grão de luz lhe percorresse
com um dedo tímido o oval do rosto.
Na minha mão estendida dar-lhe-ia
o gesto de a estender, e uma qualquer
pessoa entenderia
sem precisar de entender.
Se eu fosse o cego
que acena com a mão à beira do passeio,
esperaria em sossego,
sem receio.
Se eu fosse a pobre criatura que estende
a mão na rua à caridade,
aguardaria, sem amargura,
que por ali passasse a bondade.
Se eu fosse o operário que não ganha o
bastante para viver,
lutava pelo aumento do salário
e havia de vencer.
Mas eu não sou o cego,
nem o pobre,
nem o operário a quem não chega a féria.
Eu sou doutra miséria.
A minha fome não é de pão, nem de água a
minha sede.
A minha mão estendida e tímida, não
pede.
Dá.
Esta é a maior miséria que no mundo há.
E eu que precisava tanto, tanto, de dar
qualquer coisa a uma
qualquer pessoa!
E se ela agora viesse?
Se ela aparecesse aqui, agora, de
repente,
se brotasse do chão, do tecto, das
paredes,
se aparecesse aqui mesmo, olhando-me de
frente,
toda lantejoulada de esperanças
como fazem as fadas nos contos das
crianças?
Ai, se ela agora viesse!
Se ela agora viesse, bebê-la ia de um
trago,
sorvê-la-ia num hausto,
sequiosamente,
tumultuosamente,
numa secura aflita,
numa avidez sedenta,
sofregamente,
como o ar se precipita
quando o espaço vazio se lhe apresenta.
António Gedeão
01/05/2013
Autora de maio
Ilse Losa
Ilse Lieblich Losa, escritora de origem judaica, nasceu a 20 de março de 1913 e faleceu no Porto, a 6 de janeiro de 2006.
Nascida na Alemanha, frequentou o liceu em Osnabrück e Hildesheim e mais tarde um instituto comercial em Hannover. Ameaçada pela Gestapo de ser enviada para um campo de concentração devido à sua origem judaica, abandonou o seu país natal em 1930. Deslocou-se primeiro para Inglaterra, onde teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças.
Chegou a Portugal em 1934, tendo-se fixado na cidade do Porto, onde casou com o arquiteto Arménio Taveira Losa, tendo adquirido a nacionalidade portuguesa.
Em 1943, publicou o seu primeiro livro O Mundo Em Que Vivi e desde essa altura, dedicou a sua vida à tradução e à literatura infanto-juvenil, tendo sido galardoada em 1984 com o Grande Prémio Gulbenkian para o conjunto da sua obra dirigida às crianças. Em 1998 recebeu o Grande Prémio de Crónica, da APE (Associação Portuguesa de Escritores) devido à sua obra À Flor do Tempo.
Colaborou em diversos jornais e revistas, alemães e portugueses, está representada em várias antologias de autores portugueses, tendo colaborado na sua organização, e traduziu antologias de obras portuguesas publicadas na Alemanha. Segundo Óscar Lopes "os seus livros são uma só odisseia interior de uma demanda infindável da pátria, do lar, dos céus a que uma experiência vivida só responde com uma multiplicidade de mundos que tanto atraem como repelem e que todos entre si se repelem".
www.wook.pt
O mundo em que vivi
Este romance conduz-nos num crescendo de emoção desde a primeira infância rural de uma judia na Alemanha, pelos finais da Primeira Guerra Mundial, até ao avolumar de crises que a levam até ao exílio mesmo na iminência de um destino trágico num campo de concentração. A ação é desfiada numa sucessão de frases biográficas progressivamente dramáticas - e nós acabamos por participar afetivamente de um destino ao mesmo tempo muito singular e muito típico, que bem nos poderia ter cabido. Um romance de características únicas na literatura portuguesa – e emocionalmente certeiro.
Óscar Lopes, novembro de 1989
30/04/2013
I Encontro de Bibliotecas Escolares na Eurocidade: Jornada de Intercambio de Experiências (Galiza-Norte de Portugal)
No dia 27 de abril, a sede da Eurocidade Chaves-Verín (antiga alfândega de Feces de Abaixo) acolheu o I Encontro de Bibliotecas Escolares. Uma jornada de troca de experiências entre profissionais da Galiza e do Norte de Portugal, que teve como objetivos dar a conhecer experiências de qualidade na dinamização das bibliotecas escolares, na criação de leitores competentes e no desenvolvimento das várias literacias em articulação com os conteúdos curriculares.
Durante o Encontro teve lugar a conferência "Como um café no sofá da nostalgia" da escritora Fina Casalderrey, a apresentação dos Programas de Bibliotecas Escolares da Galiza e de Portugal realizada por Cristina Novoa, assessora de Bibliotecas Escolares (Secretaria de Cultura, Educação e O.U. – Xunta de Galícia) e Maritza Dias, coordenadora interconcelhia da RBE. Realizaram-se, ainda, duas mesas de intercâmbio de experiências nas quais participaram, do lado português, os professores bibliotecários dos agrupamentos de escolas João de Araújo Correia (Peso da Régua), Dr. Júlio Martins (Chaves), Morgado de Mateus (Vila Real) e Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Calvalhais (Mirandela); do lado galego, representantes dos Centros de Educación Infantil y Primaria Amaro Refojo (Verín), Joaquim Lourenço Xocas (banda), Condessa de Fenosa (O Barco de Valdeorras) e Manuel Sieiro (Crescente).
Maritza Dias
Encontro com o escritor João Pedro Mésseder
A visita do escritor João Pedro Mésseder aos alunos do 2º ciclo teve lugar na passada sexta-feira, dia 26 de abril, e decorreu no Polivalente da Escola Básica Nadir Afonso.
Além da receção ao escritor, com uma apresentação do nosso Agrupamento e da nossa cidade, os alunos elaboraram trabalhos para uma exposição e para apresentação em palco.
O autor também respondeu a uma entrevista, preparada por alunos de duas turmas, e finalmente houve a sessão de autógrafos.
Foi uma manhã muito proveitosa para todos os envolvidos, onde esteve bem visível o trabalho realizado em torno das leituras.
Além da receção ao escritor, com uma apresentação do nosso Agrupamento e da nossa cidade, os alunos elaboraram trabalhos para uma exposição e para apresentação em palco.
O autor também respondeu a uma entrevista, preparada por alunos de duas turmas, e finalmente houve a sessão de autógrafos.
Foi uma manhã muito proveitosa para todos os envolvidos, onde esteve bem visível o trabalho realizado em torno das leituras.
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